Estranho Demais 01

Será que nós cairíamos nessa? (em inglês)

Muito tempo atrás Jesus falou que pela maldade de alguns, a bondade de muitos cessaria. Recentemente, e infelizmente, mais uma vez tivemos ataques terroristas a uma grande cidade, Londres. E não só uma, mas duas vezes. Naturalmente, então, muito medo se apoderou da população.

Vi uma entrevista aqui nos Estados Unidos com o ex-prefeito da cidade de New York, Rudi Giulianni - ela era o prefeito quando do ataque às torres gêmeas. O repórter a certa altura pergunta o que ele conversou com os governantes da capital Londrina e com o Primeiro Ministro Tony Blair. Sua resposta me fez ver o quanto o ser humano, ainda que com medo, quando quer, consegue se superar.

Ele disse que um dos governantes perguntou o que foi que ele fez para levantar o astral da população da cidade de New York após os ataques de 11 de Setembro. E o que ele mais usou como exemplo de superação foi a própria Inglaterra e a fantástica força do povo Inglês. E deu vários exemplos de como o povo inglês foi heróico nas batalhas da Segunda Guerra Mundial, mesmo com muito de seu país destroçado.

Esse exemplo me fez pensar em quantas vezes somos fortes e não sabemos ou não queremos enxergar. E, por muitas vezes não darmos valor à nossa própria força é que acabamos desistindo de lutar a favor do bem e das coisas certas. Por isso mesmo o mal acabada prosperando.

A notícia que coloco no início do post não tem necessariamente a ver com o que acabei de escrever, mas foi ela que me levou a lembrar dessa entrevista e compartilhar meus pensamentos com vocês. E também foi ela que me fez escrever o primeiro parágrafo. então a ela volto para terminar o pensamento.

A notícia diz que um casal italiano roubou, em 4 anos, 50.000,00 euros de uma mulher na Itália, depois de convencê-la de que eles eram vampiros e que iriam impregná-la com o sangue do anti-cristo se ela não pagasse a eles o que eles pediam. E a mulher pagou por quatro anos até que a polícia descobriu e o casal foi preso.

Medo. O que o medo é capaz de fazer conosco. Temos que ter medo? Sim, pois é o medo que nos alerta para quando certas coisas não estão indo bem ou que a nossa vida está em perigo. Mas não é ele que tem que nos controlar. Nós é que temos que aprender a controlar o medo.

E qual é a melhor solução para controlar o medo? Na minha opinião o conhecimento junto com o bom-senso. Foi isso que o pessoal de Londres demonstrou na Segunda Guerra. O bom senso os dizia que eles tinham que continuar lutando contra a idéia de matança indiscriminada de uma populaçào inteira com bases em uma idéia doentia de limpeza racial. E o conhecimento de que o bem jamais perde uma batalha aliado a esse bom senso não tirou deles a sensação de medo, mas deu a eles a sensação d poder dominar o medo e continuar batalhando até o fim.

Quando o conhecimento e o bom-senso se estabelecer entre nós, coisas "grandes" como os ataques terroristas e coisas "pequenas" como a história da muler italiana acontecerão com bem menos freqüência em nosso mundo.

Sigamos então, confiantes em nossa vitória e sem medo de usar o bem para combater o mal que há em nós!

Comentários

Bel disse…
Acho que esse comentário vai ser meio grande, mas vamos lá...

Adorei bater aquele papo rápido com vc ontem, estou realmente com saudades e nós nunca havíamos conversado.

Quanto ao post, vamo por partes, igual a Jack:

1. Eu acho incrível essa capacidade que o sr humano tem de tirar forças não sei de onde para se superar, esteja ele com problema ou não. O povo inglês é realmente um exemplo disso. Buscou a justiça, superando cada limite a ele colocado.
Acho que outro exemplo que temos é do povo brasileiro. Veja toda essa novela nacional que vc, mesmo de longe, deve estar acompanhando, ou não, mas muitos que estão lá no governo não desistem de lutar por um país melhor e por uma melhor qualidade de vida de todo o povo. Essa força que a humanidade tem, na minha opinião, vem do acreditar sempre que tudo pode ser diferente. E para melhor.
2. Existem pessoas que realmente lutam para fazer o bem e não deixar o mal que há em nós falar mais alto. Nessa hora lembro de uma passagem de São Paulo aos Romanos que diz: Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço.(Rm7.15). É bem verdade que não podemos saber o que se passava na cabeça de Paulo nesse momento, mas certamente ele lutava contra o mal que dentro de nós habita e que também nós, assim como Paulo, devemos lutar e buscar praticar sempre o bem.
3. O medo. Está aí um assunto não muito fácil de se falar. Acho que o medo, como muitas coisas em nossas vidas, tem que está na dose certa.
Como vc bem disse, precisamos dele para identificarmos algumas situações difíceis, mas se eles vem em grandes doses e nos domina aí passa a ser perigoso. Nessa hora é preciso enferentá-lo e nos impor, só dessa forma é que poderemos vencê-lo.
Ou será que os grandes nomes da nossa história não sentiram medo?Cristo, Ghandi, Prestes, Che, Schindler(?), Madre Tereza, Olga Benário, Anita Garibaldi e outros...Essas pessoas, com certeza sentiram medo, mas nessas horas, o medo também serve de empurrão para que possamos tomar posições decisivas em nossas vidas. Essa italiana deixou dominar-se pelo medo e não fez dele uma arma a seu favor.

Acho que ficou grande não é?!

Bjos corajosos

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