Fé e Depressão

Mergulhando na fé para lutar contra a Depressão (inglês) - The Boston Globe

Estava dando uma lida hoje no Jornal de Boston, o Boston Globe, e encontrei um artigo muito interessante sobre Fé e Depressão.

O artigo fala principalmente sobre a experiência de uma mulher, hoje divorciada, mãe de quatro filhos e pastora em uma igreja Cristã, e sua luta, desde a época da universidade contra a depressão.

Uma psicoanalista, durante uma conferência no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), citou Carl Gustav Jung quando ele afirmou que "dentre todos os meus pacientes na segunda metade da vida - ou seja, acima de 35 anos - não houve um único cujo problema mais íntimo não tivesse sido o de encontrar uma percepção religiosa acerca da vida". Ela afirma então que o que Jung queria dizer com isso é que os problemas psicológicos a partir dessa idade são em sua maioria, ligados à busca de um sentido para a vida e que esse é o ponto fundamental da religião.

Cada vez mais se constata que as pessoas estão vivendo um vida vazia, sem muito chão onde podem se apoiar, sem algo em que possasm se centrar e se concentrar que seja além delas mesmas, mesmo que seja dentro delas mesmas. Um outro reverendo em uma palestra também afirmou que "se elas não têm algum tipo de base espiritual - crença em Deus ou algum poder maior - então elas têm muito poucos lugares para onde ir".

Naturalmente isso não significa que todos os religiosos estão livres de depressão e que os todos os ateístas cairão em depressão. As probabilidades em ambos os casos é que são diferentes. Um estudo feito no MIT, por exemplo, mostra que a fé (religiosa) pode acelerar o processo de recuperação em casos leves ou moderados de depressão.

Como tudo na nossa vida, desde que saibamos olhar com olhos adequados, sempre encontraremos lados positivos de onde sempre se nascerão frutos deliciosos. No caso da senhora casada a que me referi no início, ela teve uma depressão quando jovem e se curou quando encontrou alguns livros sobre a vida de Teresa D'Ávila e de alguns outros cristãos importantes. Os livros tocaram fundo nela e ela conseguiu se livrar temporariamente da doença.

Entretanto, alguns anos depois, já casada, com quatro filhos e trabalhando, a depressão bateu novamente à sua porta. Sua vida voltou novamente a ser um peso. Foi então que decidiu procurar ajuda especializada e encontrou um terapista. Com o terapista decidiu tomar alguns remédios para ajudar na recuperação a as orações voltaram a ajudá-la mais uma vez. Como também ouviu que exercício ajuda a combater a depressão, jutnou-se à sua filha em aulas de balé e descobriu-se gostando muito da atividade. Graças à depressão ela hoje se conhece mais e melhor e vive muito mais alegremente.

Ela, apesar dessa afirmativa de que a depressão a ajudou muito a compreender a vida, não diz que Deus coloca a depressão na vida das pessoas para que elas se conheçam, até mesm porque ela conhece várias pessoas que não se recuperaram. Para ela, entretanto, nos limites do sofrimento por causa da doença foi onde ela conseguiu sentir sua ligação com o divino.

A depressão ainda circunda sua vida, mas agora ela já sabe quais armas usar para se proteger. "Oração, meditação e realizar atividades na sua própria crença religiosa" segundo suas próprias palavras, a tem mantido saudável. Ela termina dizendo aos que a ouvem: "E, finalmente, meus amados, em tudo que vocês façam, não se esqueçam de dançar".



Atividade. Creio que essa é uma das chaves para evitar a depressão. Do mesmo modo que o nosso corpo precisa de atividade saudável para poder continuar caminhando saudável e do mesmo modo que o nosso cérebro precisa de atividade saudável para continuar pensando saudável, nossa alma também precisa de atividade saudável para poder continuar saudável. Na ligação saudável do corpo com a mente com o espírito, temos o ser humano saudável e pronto para enfrentar as batalhas da vida e vencê-las de cabeça erguida.

Um ditado popular nos alerta para como combatermos a depressão: "É melhor prevenir do que remediar". Quanto antes conseguirmos inculcar em nós a idéia de que somos um ser múltiplo e que precisamos buscar o autoconhecimento o quanto antes, mesmo que as mazelas apareçam, serão mais fáceis de ser superadas por já termos criado em nós uma consciência corpotal, mental e espiritual.

Busquemos, então, a nossa saúde. E de acordo com a Organização Mundial de Saúde, saúde é um "estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade e que permita uma vida social e economicamente produtiva".

Vivamos então intensamente. Materialmente, mentalmente e espiritualmente, buscando sempre o equilíbrio entre todos os lados para vivermos uma vida cada vez mais saudável.

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