Eu, no veleiro
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| algum no veleiro vendo pessoas navegando no veleiro na TV do veleiro no veleiro (gerada por IA a partir de minha descrição) |
Sempre fui ___________, mas demorei a aceitar.
Vamos viajar juntos, no veleiro?
Não, não se preocupe, eu não sou espaçoso. Dou bastante espaço aos meus companheiros de jornada. Às vezes dou até demais e acabo errando onde e quando dar espaço. Qualquer coisa é só avisar que removo, adiciono ou mudo o espaço.
Se ainda estiver por aqui, vamos lá?
Se esse veleiro fosse meu em uma de suas velas teria escrito:
Bom, o homem, o Ser homem, - especialmente jovem, quando ainda nem homem é - sempre teve dificuldade de aceitar e se dizer como tal. Eu, na minha juventude, nunca realmente admiti.
Penso que era coisa do passado. Na verdade, creio mais ser um 'desejo de que realmente fosse coisa do passado' do que 'era coisa do passado'. Não posso garantir que isso acontecia apenas. Parece ainda acontecer muito.
Me pergunto:
- Será que hoje há mais homem (percentualmente falando) que admite que é ___________ do que no passado?
- Será que hoje há mais jovens do gênero masculino (percentualmente falando) que admitem sê-lo?
Há barreiras difíceis de serem transpostas e apenas muita desconstrução faz com que amadureçamos e sejamos capazes de aceitar.
Isso é verdade para homens, mulheres e para qualquer outro gênero entre e fora desses. O que muda é o tipo de coisa que se quer admitir/aceitar ou não se quer aceitar/admitir. Dois exemplos:
- Usar roupas cor-de-rosa, por exemplo, já foi algo muito difícil de ser aceito pela masculinidade.
- Jogar futebol já foi algo bem difícil de ser aceito pela feminilidade.
Usei os verbos no passado, mas pensando bem, ainda ouço piadinhas de falta de aceitação para ambas as situações acima. O que responde, de algum modo as minhas duas perguntas anteriores. Pelo menos parcialmente. Ainda acontecem hoje, só não sei se na mesma quantidade que no passado.
A esta altura do texto, será que algúem já sabe do que estou falando quando falo que "Sempre fui ________, mas demorei a aceitar"?
O título, se não tivesse bagunçado por um espaço, já teria relevado. Eu falei que dava espaço àqueles que viajavam comigo, mas que, às vezes, dava espaço demais ou de menos ou colocava errado.
Nunca viajei de veleiro e talvez nunca vá viajar, mas quem sabe do amanhã... Também nunca estive em nenhum veleiro, nem no veleiro específico de ninguém. Mas, será que vocês sabem o que sou no veleiro?
Vez em quando eu faço palestras espíritas nos Grupos Espíritas locais - e eventualmente algumas online para grupos mais distantes. Aqueles que já me viram falar muitas vezes, já devem ter me ouvido dizer o que sou e que demorei a admitir. Será que você já sabe?
Bom, hoje eu admito que sou, mas, ao mesmo tempo preciso confessar que não faço mais, única e exclusivamente por falta de tempo e de ter dado prioridade a outras atividades. Apesar disso, continuo me considerando e não tenho problema algum em admitir.
Se, algum dia, eu estiver viajando de veleiro, podem ter certeza que pegarei meu celular, abrirei um vídeo de Pantanal e direi a frase do próximo parágrafo. Ela será 100% correta e precisa, sem erros de espaço ou de espaçamento, contendo minha a completa e total admissão e aceitação de que
Eu, Mackenzie Melo, noveleiro, amo novela, desvelo Pantanal na tela e velejo no veleiro.
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| Imagem com parte da capa do disco da novela Pantanal, com Cristiane Oliveira como Juma e o nome da novela no canto superior esquerdo. |
Se esse veleiro fosse meu em uma de suas velas teria escrito:
Na VelaNovela
A outra (ou outras) teria os nomes de algumas das que mais me lembro e me tocaram, sejam das 6, 7, 8 ou das 9.
Em outra postagem eu coloco algumas das várias que me marcaram.
Ah, quase esquecia. O nome do veleiro seria
No _ _ _ _ _ _ _
Chegamos. Ancoramos. Vamos descer?
Até breve.
Espero lhe ver em um outro porto, quem sabe para uma viagem de chalana no rio paraguai?


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