Três (original)

Olá.
 
No meu último post falei sobre gostar de ler. Estava aqui eu olhando algumas coisas na internet, na verdade lendo, quando me deparei com algo que não sabia (não me tomem como pedante, mas é que às vezes sinto como se todos os seres humanos tivessem esse defeito e tivessem que constantemente serem lembrados que não sabem tudo e que, na verdade mesmo, não sabem nada - como disse o Sócrates, não o jogador da canarinho de 1982, mas o filósofo, Só sei que nada sei). Às vezes a gente parece meio que se achar sabidão e de repente leva uma rasteira... :) O que eu não sabia não era algo que iria mudar a minha vida, mas algo que, na minha concepção eu já deveria ter tomado conhecimento há algum tempo, mas só foi hoje.
 
Bom, sem mais enrolações. Para quem vem acompanhado o blog, viu que falei há alguns dias sobre Arhur C. Clarke (Foto no início). Escritor de ficção científica e físico também. Nunca li muita coisa dele, mas o que li sempre achei interessante por demais. Estava olhando um site que tem frases (quotations) de pessoas famosas e encontrei algumas frases dele. Mas o que eu não sabia mesmo era que ele tinha criado três leis. As leis falam da relação do homem com a tecnologia.
 
Pode-se pensar, mas por que ele quis falar sobre isso?
 
De ficção científica, o autor que mais li foi Isaac Asimov (foto ao lado). Passou recentemente a segunda produção cinematográfica baseada em obras dele: Eu, Robô, com Will Smith. A primeira foi O Homem Bicentenário. E, nos dois filmes, os diretores citam as três leis.
 
Ah, mas um detalhe, as citadas nos filmes não são as leis que citei no início do texto. Essas dos filmes são as três leis da Robótica, criadas por Asimov. Isso significa que um escritor criou três leis para uma coisa e o outro criou três leis para outra coisa. Como eu nunca tinha ouvido falar das três leis de Clarke, achei que só Asimov tinha três leis. Foi por isso que disse que no começo que não sabia de algo que achava que já devia saber.

As três leis de Clarke (relação homem-tecnologia) são as seguintes:
  1. Quando um renomado e idoso cientista afirma que alguma coisa é possível, possivelmente ele está certo. Quando afirma que algo é impossível, ele provavelmente está errado;
  2. A única maneira de se descobrir os limites do possível é se aventurar um pouquinho no impossível; e,
  3. Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia.

As três leis de Asimov (robótica) são as seguintes:
 
  1. Um robô não deve fazer mal a um ser humano, ou por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  2. Um robô deve obedecer a qualquer ordem que lhe seja dada por um ser humano, desde que essa ordem não interfira com a primeira lei.
  3. Um robô deve proteger a sua existência desde que esta proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

As leis de Asimov são na verdade mais conhecidas que as de Clarke e são um verdadeiro tratado de segurança para a possível utilização de inteligência artificial utilizada na robótica num futuro provável. 

As leis de Clarke também são importantes, pois nos mostram como devemos aprender a ultrapassar os paradigmas que nós mesmos criamos.
 
Asimov e Clarke eram grandes amigos. Um achava que o outro era o melhor escritor. Encontrei uma resenha de um livro de Clarke onde o escritor comenta sobre a amizade dos dois e conta uma história bastante pitoresca passada num taxi em New York. Clique para ler a resenha. Enquanto lia, lembrei-me das histórias de um certo amigo meu de nome Jomar Morais. A resenha fala sobre alguns livros de Clarke, Asimov e possíveis adaptações para o cinema, recomendo.

Arthur C Clarke & Isaac Asimov
Recomendo também a leitura desse artigo sobre a relação entre os escritores. (em inglês)

Três é o título do artigo. Foram três leis de cada um dos escritores. O terceiro escritor citado no post é Jomar Morais. Não sei se ele tem três leis. Mas tudo bem.

Ontem ele comemorou mais um ano de vida em conjunto com um outro amigo nosso em comum, Denílson Maia.
 
Três vivas para Jomar e Denílson. E desejo a todos muito mais que três leituras boas nos muitos mais que três anos de vida que ainda nos restam nesta existência aqui na Terra.

===+++===

P.s.: em 30 de dezembro de 2025, encontrei essa postagem não publicada. Atualizei alguns links, algumas imagens que já tinham desaparecido e reformatei um pouco o texto, mas a postagem original continuou praticamente igual a como escrevi e que foi deixada como rascunho em 18 de janeiro de 2005 às 13h. A única grande adição ao texto original foi a foto-montagem em que aparecem os dois escritores lado a lado e o link para o texto em inglês na legenda. 

P.s.2: como o texto original nunca foi ao ar oficialmente, vou postá-lo daqui a duas semanas, quase que exatamente 21 anos depois, no dia aniversário de dos dois amigos no texto, em 17 de Janeiro de 2026.

P.s.3: antes de programar essa nova postagem, fui ver o que encontrava no Pensações sobre Asimov, já que ele é um dos meus escritores favoritos. Acabei me deparando com um texto de mesmo nome que esse, Três. Ao lê-lo, descobri que era, basicamente, o mesmo texto desse, com uma diferença fundamental: eu digo que tinha começado a escrever um texto e, por algum motivo, o texto se perdeu e não consegui recuperá-lo. Assim, tive que reescrevê-lo de memória para poder postar. E assim o fiz. (aqui o link) Pensei em não repostar, mas decidi, mesmo com os textos sendo parecidos, publicar a "versão original" do Três por uma questão de fidelidade "histórica". Entretanto, para não confundir com o já postado, troquei o título deste para "Três (original)".



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