Câmara Cascudo e a Vida

Luís da Câmara Cascudo (1898 - 1986)
Um homem que viveu em dois séculos diferentes e com a cabeça privilegiada, só poderia mesmo ter feito história. Esse homem foi Câmara Cascudo, historiador e o maior Folclorista do Brasil, nasceu em Natal em 30 de dezembro de 1898 e teve seu retorno para mundo das idéias na tarde de 30 de julho de 1986.
Hoje não é dia de comemoração nem de nascimento nem de lembrança da sua morte. Mas hoje é um dia que ele fez com que se tornasse muito importante em nossa cultura, tanto Norte-riograndense quanto nacional.
E o que melhor que contar uma história folclórica, mas verdadeira, sobre o mestre Cascudo nesta data tão importante?
Vicente Serejo, repórter natalense, é que nos conta:
Cascudo já passou fisicamente, mas sua memória nos é mantida viva pelos mais de 100 livros que escreveu e pela sua eterna vontade de viver e de viver cada vez melhor.
Para terminar, mais uma história com tom folclórico, contada pelo próprio mestre e que nos revela qual o segredo para sua juventude, mesmo aos 80 e tantos anos de idade:
Qual tem sido a nossa varinha de condão? Espero que não estejamos velhos antes do tempo! Muita vida para todos nós.
Hoje não é dia de comemoração nem de nascimento nem de lembrança da sua morte. Mas hoje é um dia que ele fez com que se tornasse muito importante em nossa cultura, tanto Norte-riograndense quanto nacional.
22 de Agosto é o dia Nacional do Folclore
E o que melhor que contar uma história folclórica, mas verdadeira, sobre o mestre Cascudo nesta data tão importante?
Vicente Serejo, repórter natalense, é que nos conta:
"Se alguém procurar Cascudo, por exemplo, para fazer uma matéria sobre a origem da rede de dormir, não vai encontrar Cascudo com a postura de um historiador, nem do etnógrafo. Cascudo vai receber o repórter com uma simplicidade muito grande, dentro de sua própria rede, vai falar da rede de sua avó, de seus pais, vai puxar gravuras antigas, vai se aprofundar no tema, sem necessariamente, perder a noção de primeiro plano."
Cascudo já passou fisicamente, mas sua memória nos é mantida viva pelos mais de 100 livros que escreveu e pela sua eterna vontade de viver e de viver cada vez melhor.
Para terminar, mais uma história com tom folclórico, contada pelo próprio mestre e que nos revela qual o segredo para sua juventude, mesmo aos 80 e tantos anos de idade:
Aqui está, por exemplo, o que ninguém viu, todo o mundo conhece mais ninguém viu: uma vara de condão, feita pela minha neta Daliana quando tinha oito anos, para presentear o avô. Eu tenho uma vara de condão, e dado pela neta numa idade em que podia fazer milagres. Os meus netos Daliana, Newton, Camilla, são os meus grandes colaboradores, em mímica, em expressão fisionômica, em timbres de linguagem. Para mim, etnógrafo, é como se o futuro prestasse ao presente, um depoimento de informação. Isto, além da ternura, do interesse humano, da graça infinita que irradiam diante de si.
Outra virtude miraculosa de meus netos é o segredo de transmitir a juventude. E assim, eu abandono os meus oitenta anos e volto a ter a idade que eles têm, e que tive também.
Qual tem sido a nossa varinha de condão? Espero que não estejamos velhos antes do tempo! Muita vida para todos nós.
Comentários
Adorei esse post, não conhecia o Cascudo, gostei de conhecê-lo...
Beijos e um ótimo dia
Li
Quanto a varinha de condão, já ganhei a minha, e foi o próprio Deus que me deu: meu lindo filhote Pedro Afonso. Valeu pelo post Mack!